Hemorroidectomia: conheça a cirurgia que trata hemorroidas

Por ser um problema meio constrangedor, falar de hemorroidas ainda é tabu para muitos pacientes, que sentem vergonha ou receio de procurar ajuda médica. Segundo dados do National Institute of Diabetes and Kidney Diseases, dos Estados Unidos, pelo menos 75% de todas as pessoas, independente do sexo ou idade, terão esse problema no mínimo uma vez na vida, sendo que 30% desenvolverão um quadro crônico, que já é mais preocupante.

No início o desconforto pode ser leve, mas quanto mais tempo levar para iniciar o tratamento, pior fica. É por isso que a maioria dos pacientes só chega ao consultório com sintomas mais graves, pois é comum que as pessoas negligenciem os sinais e fiquem esperando eles desaparecerem naturalmente.

O tratamento varia muito de caso para caso, pois depende do grau da inflamação, da resposta do paciente e muitos outros fatores. O mais comum é que inicialmente a abordagem seja com medicamentos e uma dieta adequada, mas é possível que somente isso não resolva o problema. Nesses casos, pode ser indicado algum tipo de tratamento cirúrgico.

Indicações

Existem muitas técnicas cirúrgicas diferentes para tratar hemorroidas, mas a hemorroidectomia é a mais tradicional e utilizada. Os cirurgiões realizam um corte na região anal para remover as partes afetadas, sendo um procedimento delicado que exige entre uma semana e um mês de repouso.

Esse procedimento é mais indicado para pacientes que apresentam hemorroidas de grau 3 e 4, que são as mais avançadas e que não costumam responder bem ao tratamento clínico. Cada grau possui características muito específicas, como:

  • Grau 1: fica no interior do ânus e causa um dilatamento nas veias;
  • Grau 2: sai do ânus durante a defecação, mas volta para o lugar sozinha;
  • Grau 3: sai do ânus durante a defecação, mas precisa ser colocada no lugar manualmente;
  • Grau 4: o tipo mais grave, quando o aumento da veia faz com que ela saia do ânus e eleve os riscos de prolapso retal (quando parte do intestino sai pelo ânus).

Como podemos notar, os graus 3 e 4 são consideravelmente mais preocupantes e quando não tratados rapidamente podem levar a uma série de problemas graves como sangramento persistente, dor crônica e até mesmo necrose. Além da hemorroidectomia tradicional, existem algumas outras técnicas que podem ser indicadas, como o PPH e o TDH.

Recuperação

Durante a cirurgia o paciente estará devidamente anestesiado, então não sentirá dor alguma. Porém, no período pós-operatório é comum sentir dores na região operada, principalmente ao se sentar e durante a evacuação. Para amenizar esses sintomas durante a recuperação, é indicado o uso de analgésicos e uma pomada cicatrizante para acelerar o processo de cicatrização.

O uso de laxantes também ajuda, pois deixa as fezes mais moles e facilita a evacuação, e após as evacuações a higiene deve ser realizada com água morna, pois o papel higiênico pode piorar a situação. O paciente pode precisar de até um mês para retomar as atividades cotidianas e, em geral, não apresentará nenhum tipo de cicatriz na região operada.

Referências

https://www.tuasaude.com/cirurgia-para-hemorroida/https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/18219-hemorroidectomiahttps://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/09/24/75-das-pessoas-vao-ter-hemorroida-veja-causas-mitos-e-como-tratar.htm#:~:text=Sa%C3%BAde-,70%25%20das%20pessoas%20v%C3%A3o%20ter%20hemorroida%3B%20veja,causas%2C%20mitos%20e%20como%20tratar&text=Falar%20sobre%20hemorroidas%20ainda%20%C3%A9,menos%20uma%20vez%20na%20vida.

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