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Dispepsia Funcional: conheça os sintomas e tratamentos

Dispepsia Funcional: conheça os sintomas e tratamentos

Dispepsia funcional é o nome dado a uma desordem gástrica que causa sintomas repetidos e persistentes de indigestão, geralmente por longos períodos (de três a seis meses). Justamente por ser confundida constantemente com uma simples má digestão, esse distúrbio pode ser difícil de diagnosticar e requer bastante atenção do médico, a fim de identificar as causas e realizar um diagnóstico mais assertivo.

O problema pode ser desencadeado por fatores isolados como alimentação ou estado emocional, assim como também pode estar relacionado com outras doenças no aparelho gastrointestinal. É um problema relativamente comum que representa aproximadamente de 3% a 5% dos atendimentos ambulatoriais e 30% das visitas ao gastroenterologista. A dispepsia funcional pode afetar pessoas de qualquer sexo ou idade, mas é mais comum em mulheres.

A seguir, entenda melhor as causas e os possíveis tratamentos para esta desordem.

Causas e sintomas

Ainda que possa ter diversos fatores de risco, é muito difícil definir uma causa exata para a dispepsia funcional, justamente porque é algo comum desencadeado por uma série de fatores. Uma pessoa pode apresentar os sintomas após ingerir alimentos muito pesados, comer rápido demais, passar por longos períodos de estresse e outros motivos mais simples, assim como outros casos podem estar relacionados com distúrbios mais graves como doença ulcerosa péptica, refluxo gastroesofágico, gastrites e outros problemas no sistema gastrointestinal.

Os sintomas também são relativamente simples, geralmente se limitando a um desconforto no estômago, como dor, ardência e queimação, além de sentir saciedade mais rápido que o normal e ficar com a sensação de que a barriga está muito pesada. Outros sintomas também podem incluir náuseas, arrotos e gases. Sendo assim, a dispepsia funcional não coloca a saúde do paciente em grandes riscos, mas interfere em sua qualidade de vida, especialmente por se manifestar de forma recorrente.

Tratamento

O diagnóstico da dispepsia funcional é realizado por exclusão, ou seja, o médico responsável irá eliminar possíveis suspeitas até concluir que se trata desta desordem. Por ser difícil de identificar as causas, na maioria das vezes o tratamento do problema não é medicamentoso e visa apenas corrigir alguns hábitos no dia a dia do paciente, buscando controlar a manifestação dos sintomas.

Ainda que não exista uma ligação direta entre a dispepsia e certos tipos de dietas, geralmente o paciente é instruído a evitar alimentos gordurosos, leite, álcool, cafeína e industrializados, que são os grupos que costumam estar relacionados com a desordem. Um tratamento psicológico também pode ser recomendado para resolver desequilíbrios emocionais, que também têm ligação com o distúrbio.

Caso ache necessário, o gastroenterologista também pode receitar o uso de alguns medicamentos com o único objetivo de aliviar os sintomas, mas que geralmente não contribuem com o tratamento do problema. Esse é um processo que leva tempo e precisa do acompanhamento de um profissional especializado.

Referências

https://ada.com/pt/conditions/functional-dyspepsia/

https://www.sanarmed.com/como-saber-que-e-uma-dispepsia-funcional

 

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Endometriose Intestinal: causas, sintomas e tratamento

Endometriose Intestinal: causas, sintomas e tratamento

A endometriose intestinal é uma doença que atinge exclusivamente mulheres, sendo caracterizada pela presença do endométrio em outra região ou órgão pélvico. O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero, então a partir do momento que ele se encontra em qualquer outro lugar dos arredores do aparelho reprodutor, algumas complicações começam a aparecer.

Essa é uma doença que pode se manifestar com diferentes intensidades e formas distintas, sendo que nem sempre é fácil de diagnosticar. Em alguns casos, a paciente pode nem sequer apresentar sintomas, mas ainda assim é necessário realizar um tratamento adequado. A seguir, entenda melhor quais são os principais sinais da endometriose intestinal e quando procurar ajuda médica.

Causas e sintomas

As causas exatas da endometriose intestinal ainda são desconhecidas, mas sabe-se de alguns fatores que podem colaborar com o desenvolvimento da doença. Um deles acontece durante a menstruação, onde ao invés do sangue com células endometriais ser devidamente eliminado, ele acaba retornando e atingindo a parede do intestino e outros órgãos, assim formando a endometriose.

Outros fatores relacionados são a pré-disposição genética, já que mulheres que possuem casos da doença na família são mais propensas a desenvolver a doença. Pode também ser consequência de cirurgias realizadas no útero, inclusive cesáreas. Nesse caso, as células do endométrio podem se espalhar pela cavidade abdominal e desencadear os sintomas.

A maioria dos casos é assintomático, então geralmente quando a paciente apresenta sintomas, o quadro já é mais delicado. Os principais sinais incluem:

  • Dor na parte inferior do abdômen;
  • Dor abdominal durante relações sexuais;
  • Dificuldades para evacuar;
  • Diarreia recorrente;
  • Dores durante o período de menstruação;
  • Sangue nas fezes;
  • Infertilidade.

É comum que a paciente também sinta sintomas mais intensos durante o período menstrual.

Tratamento

Ao identificar a presença frequente de um ou mais dos sintomas citados acima, é necessário procurar um ginecologista para investigar o problema. Através de exames como ultrassom transvaginal, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou videolaparoscopia, é possível diagnosticar a doença e assim iniciar um tratamento adequado. A realização de todos os exames solicitados é imprescindível, já que esses sintomas também podem ser facilmente confundidos com outras doenças.

O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, devendo ser avaliado caso a caso. No tratamento cirúrgico, o objetivo do procedimento é remover o tecido endometrial do intestino e de quaisquer outras partes em que possa estar alojado. O procedimento não necessita de grandes cortes e costuma ser realizado por laparoscopia, onde os instrumentos são inseridos através de uma pequena incisão na barriga, o que também facilita a recuperação da paciente. Por outro lado, também há a possibilidade de uma cirurgia tradicional, em que é feita uma incisão maior no abdômen.

Após a intervenção cirúrgica, a paciente ainda precisará dar continuidade ao tratamento com medicamentos anti-inflamatórios e reguladores hormonais, que também podem ser a base de remédios, injeções anticoncepcionais ou DIU. Esse acaba sendo um tratamento multidisciplinar realizado pelo cirurgião gastroenterologista e ginecologista.

 

Referências

https://www.tuasaude.com/endometriose-intestinal/

https://www.endopelvic.com/noticias/endometriose-intestinal

 

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Tudo que você precisa saber sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)

Tudo que você precisa saber sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)

As DIIs (Doenças Inflamatórias Intestinais) são um grupo de doenças crônicas que manifestam diferentes tipos de inflamações no sistema digestivo. Ao todo, mais de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem de alguma DII, atingindo especialmente adultos entre os 30 e 40 anos de idade.

Por serem crônicas, as DIIs não têm cura. As causas também são desconhecidas, mas diversos estudos já encontraram ligação entre fatores genéticos e uso excessivo de medicamentos que afetam a imunidade e causam alterações na flora intestinal. Ainda assim, são apenas suposições e não existe um fator de risco exato para atribuir essas doenças.

Confira quais são as principais Doenças Inflamatórias Intestinais e seus principais sintomas:

Doença de Crohn

A doença de Crohn é o segundo tipo mais comum de DII, ficando atrás somente da retocolite ulcerativa. Trata-se de uma inflamação crônica que pode afetar todo o intestino, mas que geralmente se concentra mais na parte inferior do intestino delgado e no cólon. Acredita-se que as principais causas estejam ligadas a um desequilíbrio no sistema imunológico, fatores genéticos e infecções prévias.

Essa inflamação dificulta a absorção de nutrientes pelo organismo, então o paciente costuma se sentir fraco, além de apresentar dores na região, diarreia, perda de peso e febre. Quando não controlada, a doença pode evoluir e causar sintomas mais graves como dores nas articulações, inflamações nos olhos, lesões na pele e até mesmo pedras nos rins ou na vesícula biliar.

A doença de Crohn é difícil de ser diagnosticada, já que não existe um exame específico que aponte direto a essa conclusão. Porém, é muito importante procurar ajuda médica e investigar o problema a fundo, pois essa enfermidade também é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de intestino.

Retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa manifesta inflamações recorrentes na mucosa do intestino. A doença pode se manifestar em qualquer idade, sendo mais frequente entre os 20 e 40 anos. O principal sintoma é diarreia com presença de sangue, o que costumar durar por três ou quatro semanas.

Além da diarreia, o paciente também sente cólicas e urgência evacuatória com frequência, o que também implica em sua qualidade de vida. Casos mais graves incluem febre, anemia, fraqueza e grande perda de peso. Estima-se que 10% dos casos também possam apresentar dores nas articulações, manchas pelo corpo, aftas na boca e outros problemas fora do sistema digestivo.

Se comparada com a doença de Crohn, a retocolite é consideravelmente mais fácil de ser diagnosticada, especialmente através de uma colonoscopia, onde é possível identificar toda a parte interna do intestino que foi comprometida.

Para ambas as doenças, um tratamento medicamentoso é necessário para controlar os sintomas, além do acompanhamento constante de um médico especialista para avaliação do caso.

 

Referências

https://www.h9j.com.br/pt/pacientes-e-visitantes/doenca-inflamatoria-intestinal

https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/doenca-inflamatoria-intestinal-o-controle-comeca-na-atencao-aos-sintomas/

 

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