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Dispepsia Funcional: conheça os sintomas e tratamentos

Dispepsia Funcional: conheça os sintomas e tratamentos

Dispepsia funcional é o nome dado a uma desordem gástrica que causa sintomas repetidos e persistentes de indigestão, geralmente por longos períodos (de três a seis meses). Justamente por ser confundida constantemente com uma simples má digestão, esse distúrbio pode ser difícil de diagnosticar e requer bastante atenção do médico, a fim de identificar as causas e realizar um diagnóstico mais assertivo.

O problema pode ser desencadeado por fatores isolados como alimentação ou estado emocional, assim como também pode estar relacionado com outras doenças no aparelho gastrointestinal. É um problema relativamente comum que representa aproximadamente de 3% a 5% dos atendimentos ambulatoriais e 30% das visitas ao gastroenterologista. A dispepsia funcional pode afetar pessoas de qualquer sexo ou idade, mas é mais comum em mulheres.

A seguir, entenda melhor as causas e os possíveis tratamentos para esta desordem.

Causas e sintomas

Ainda que possa ter diversos fatores de risco, é muito difícil definir uma causa exata para a dispepsia funcional, justamente porque é algo comum desencadeado por uma série de fatores. Uma pessoa pode apresentar os sintomas após ingerir alimentos muito pesados, comer rápido demais, passar por longos períodos de estresse e outros motivos mais simples, assim como outros casos podem estar relacionados com distúrbios mais graves como doença ulcerosa péptica, refluxo gastroesofágico, gastrites e outros problemas no sistema gastrointestinal.

Os sintomas também são relativamente simples, geralmente se limitando a um desconforto no estômago, como dor, ardência e queimação, além de sentir saciedade mais rápido que o normal e ficar com a sensação de que a barriga está muito pesada. Outros sintomas também podem incluir náuseas, arrotos e gases. Sendo assim, a dispepsia funcional não coloca a saúde do paciente em grandes riscos, mas interfere em sua qualidade de vida, especialmente por se manifestar de forma recorrente.

Tratamento

O diagnóstico da dispepsia funcional é realizado por exclusão, ou seja, o médico responsável irá eliminar possíveis suspeitas até concluir que se trata desta desordem. Por ser difícil de identificar as causas, na maioria das vezes o tratamento do problema não é medicamentoso e visa apenas corrigir alguns hábitos no dia a dia do paciente, buscando controlar a manifestação dos sintomas.

Ainda que não exista uma ligação direta entre a dispepsia e certos tipos de dietas, geralmente o paciente é instruído a evitar alimentos gordurosos, leite, álcool, cafeína e industrializados, que são os grupos que costumam estar relacionados com a desordem. Um tratamento psicológico também pode ser recomendado para resolver desequilíbrios emocionais, que também têm ligação com o distúrbio.

Caso ache necessário, o gastroenterologista também pode receitar o uso de alguns medicamentos com o único objetivo de aliviar os sintomas, mas que geralmente não contribuem com o tratamento do problema. Esse é um processo que leva tempo e precisa do acompanhamento de um profissional especializado.

Referências

https://ada.com/pt/conditions/functional-dyspepsia/

https://www.sanarmed.com/como-saber-que-e-uma-dispepsia-funcional

 

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Endometriose Intestinal: causas, sintomas e tratamento

Endometriose Intestinal: causas, sintomas e tratamento

A endometriose intestinal é uma doença que atinge exclusivamente mulheres, sendo caracterizada pela presença do endométrio em outra região ou órgão pélvico. O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero, então a partir do momento que ele se encontra em qualquer outro lugar dos arredores do aparelho reprodutor, algumas complicações começam a aparecer.

Essa é uma doença que pode se manifestar com diferentes intensidades e formas distintas, sendo que nem sempre é fácil de diagnosticar. Em alguns casos, a paciente pode nem sequer apresentar sintomas, mas ainda assim é necessário realizar um tratamento adequado. A seguir, entenda melhor quais são os principais sinais da endometriose intestinal e quando procurar ajuda médica.

Causas e sintomas

As causas exatas da endometriose intestinal ainda são desconhecidas, mas sabe-se de alguns fatores que podem colaborar com o desenvolvimento da doença. Um deles acontece durante a menstruação, onde ao invés do sangue com células endometriais ser devidamente eliminado, ele acaba retornando e atingindo a parede do intestino e outros órgãos, assim formando a endometriose.

Outros fatores relacionados são a pré-disposição genética, já que mulheres que possuem casos da doença na família são mais propensas a desenvolver a doença. Pode também ser consequência de cirurgias realizadas no útero, inclusive cesáreas. Nesse caso, as células do endométrio podem se espalhar pela cavidade abdominal e desencadear os sintomas.

A maioria dos casos é assintomático, então geralmente quando a paciente apresenta sintomas, o quadro já é mais delicado. Os principais sinais incluem:

  • Dor na parte inferior do abdômen;
  • Dor abdominal durante relações sexuais;
  • Dificuldades para evacuar;
  • Diarreia recorrente;
  • Dores durante o período de menstruação;
  • Sangue nas fezes;
  • Infertilidade.

É comum que a paciente também sinta sintomas mais intensos durante o período menstrual.

Tratamento

Ao identificar a presença frequente de um ou mais dos sintomas citados acima, é necessário procurar um ginecologista para investigar o problema. Através de exames como ultrassom transvaginal, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou videolaparoscopia, é possível diagnosticar a doença e assim iniciar um tratamento adequado. A realização de todos os exames solicitados é imprescindível, já que esses sintomas também podem ser facilmente confundidos com outras doenças.

O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, devendo ser avaliado caso a caso. No tratamento cirúrgico, o objetivo do procedimento é remover o tecido endometrial do intestino e de quaisquer outras partes em que possa estar alojado. O procedimento não necessita de grandes cortes e costuma ser realizado por laparoscopia, onde os instrumentos são inseridos através de uma pequena incisão na barriga, o que também facilita a recuperação da paciente. Por outro lado, também há a possibilidade de uma cirurgia tradicional, em que é feita uma incisão maior no abdômen.

Após a intervenção cirúrgica, a paciente ainda precisará dar continuidade ao tratamento com medicamentos anti-inflamatórios e reguladores hormonais, que também podem ser a base de remédios, injeções anticoncepcionais ou DIU. Esse acaba sendo um tratamento multidisciplinar realizado pelo cirurgião gastroenterologista e ginecologista.

 

Referências

https://www.tuasaude.com/endometriose-intestinal/

https://www.endopelvic.com/noticias/endometriose-intestinal

 

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Tudo que você precisa saber sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)

Tudo que você precisa saber sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)

As DIIs (Doenças Inflamatórias Intestinais) são um grupo de doenças crônicas que manifestam diferentes tipos de inflamações no sistema digestivo. Ao todo, mais de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem de alguma DII, atingindo especialmente adultos entre os 30 e 40 anos de idade.

Por serem crônicas, as DIIs não têm cura. As causas também são desconhecidas, mas diversos estudos já encontraram ligação entre fatores genéticos e uso excessivo de medicamentos que afetam a imunidade e causam alterações na flora intestinal. Ainda assim, são apenas suposições e não existe um fator de risco exato para atribuir essas doenças.

Confira quais são as principais Doenças Inflamatórias Intestinais e seus principais sintomas:

Doença de Crohn

A doença de Crohn é o segundo tipo mais comum de DII, ficando atrás somente da retocolite ulcerativa. Trata-se de uma inflamação crônica que pode afetar todo o intestino, mas que geralmente se concentra mais na parte inferior do intestino delgado e no cólon. Acredita-se que as principais causas estejam ligadas a um desequilíbrio no sistema imunológico, fatores genéticos e infecções prévias.

Essa inflamação dificulta a absorção de nutrientes pelo organismo, então o paciente costuma se sentir fraco, além de apresentar dores na região, diarreia, perda de peso e febre. Quando não controlada, a doença pode evoluir e causar sintomas mais graves como dores nas articulações, inflamações nos olhos, lesões na pele e até mesmo pedras nos rins ou na vesícula biliar.

A doença de Crohn é difícil de ser diagnosticada, já que não existe um exame específico que aponte direto a essa conclusão. Porém, é muito importante procurar ajuda médica e investigar o problema a fundo, pois essa enfermidade também é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de intestino.

Retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa manifesta inflamações recorrentes na mucosa do intestino. A doença pode se manifestar em qualquer idade, sendo mais frequente entre os 20 e 40 anos. O principal sintoma é diarreia com presença de sangue, o que costumar durar por três ou quatro semanas.

Além da diarreia, o paciente também sente cólicas e urgência evacuatória com frequência, o que também implica em sua qualidade de vida. Casos mais graves incluem febre, anemia, fraqueza e grande perda de peso. Estima-se que 10% dos casos também possam apresentar dores nas articulações, manchas pelo corpo, aftas na boca e outros problemas fora do sistema digestivo.

Se comparada com a doença de Crohn, a retocolite é consideravelmente mais fácil de ser diagnosticada, especialmente através de uma colonoscopia, onde é possível identificar toda a parte interna do intestino que foi comprometida.

Para ambas as doenças, um tratamento medicamentoso é necessário para controlar os sintomas, além do acompanhamento constante de um médico especialista para avaliação do caso.

 

Referências

https://www.h9j.com.br/pt/pacientes-e-visitantes/doenca-inflamatoria-intestinal

https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/doenca-inflamatoria-intestinal-o-controle-comeca-na-atencao-aos-sintomas/

 

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Hérnia Epigástrica: causas e tratamento

Hérnia Epigástrica: causas e tratamento

As hérnias na parede abdominal são mais comuns do que muitos imaginam. Existem vários tipos de hérnias nessa região em específico, e uma delas é a hérnia epigástrica. Ela representa menos de 10% de todos os casos do problema e costumam atingir pessoas entre os 20 e os 50 anos de idade, sendo mais comum em homens do que em mulheres.

Uma hérnia epigástrica cria um buraco na parede abdominal devido ao enfraquecimento dos músculos na região. Alguns tecidos, como a gordura e até mesmo parte do intestino, acabam atravessando essa abertura e vazando para fora, criando uma saliência no abdômen que pode ser vista externamente.

Geralmente, essa hérnia se forma na linha média do abdômen, pouco acima do umbigo. Neste artigo, entenda quais são as possíveis causas do problema e os tratamentos disponíveis.

Causas

Como já citado anteriormente, a principal causa desse rompimento é o enfraquecimento dos músculos abdominais. Isso pode ser desencadeado por uma série de fatores como carregar peso em excesso, prática intensa de exercícios físicos e qualquer outro tipo de atividade pesada, que exige grande esforço.

Pessoas obesas e até mesmo gestantes também correm um risco maior de sofrer esse rompimento, devido ao aumento de pressão na barriga. Em certos casos, esse problema pode ser genético e outros fatores como tabagismo, diabetes e uso de medicamentos que afetam diretamente a imunidade (como os corticoides) contribuem com o problema.

Na maioria dos casos a hérnia epigástrica é assintomática, causando apenas a saliência na barriga. Em alguns casos, o paciente pode sentir dores ou um leve desconforto na parte afetada, geralmente ao realizar esforço físico ou coisas simples como tossir. Em casos mais graves, a hérnia pode aumentar de tamanho e fazer com que o intestino saia para fora, podendo causar uma obstrução que leva a sintomas mais complicados como prisão de ventre, vômito e diarreia.

Tratamento

A única forma de tratar o problema é através de intervenção cirúrgica, onde o objetivo do procedimento é realocar ou repor os tecidos em seus devidos lugares, assim como fechar o buraco na parede abdominal.

A técnica mais utilizada é a chamada cirurgia aberta, onde é realizado uma incisão na região da hérnia para reposição dos tecidos e, em alguns casos, a aplicação de uma tela é necessária para reforçar a região rompida. Uma outra alternativa seria a cirurgia laparoscópica, realizada com três pequenos cortes por onde serão inseridos os instrumentos do cirurgião e uma câmera. Essa técnica é mais utilizada para hérnias maiores ou para pacientes que já foram operados antes pelo mesmo motivo.

A terceira opção e também a mais avançada seria a cirurgia robótica, onde o cirurgião opera controlando um robô através de um console. Independente do método, a cirurgia é delicada e o paciente costuma sentir dores na região operada por um tempo. Embora seja incomum, alguns pacientes ainda podem apresentar uma infecção na área afetada, o que pode levar a hérnia a se desenvolver novamente.

 

Referências

https://sbhernia.org.br/como-identificar-uma-hernia-epigastrica/

https://www.tuasaude.com/hernia-epigastrica/

 

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Cirurgia oncológica do aparelho digestivo: saiba como funciona

Cirurgia oncológica do aparelho digestivo: saiba como funciona

Quando uma pessoa é diagnosticada com câncer em algum lugar do aparelho digestivo, que pode variar entre esôfago, estômago, intestino delgado, duodeno, cólon ou reto, fígado, vesícula biliar e pâncreas, a cirurgia oncológica do aparelho digestivo costuma ser a principal opção para remover o tumor e impedir o avanço da doença. O procedimento varia de acordo com o estágio e a localização do tumor, mas hoje já contamos com técnicas muito avançadas que podem ser utilizadas na maior parte dos casos. 

Na maioria das vezes, esses tipos de cânceres têm cura e a cirurgia é parte fundamental no tratamento, principalmente quando é realizado um diagnóstico precoce. Quanto antes o tumor for encontrado, maiores as chances de cura e isso vale para qualquer tipo de câncer.  

Entenda como funciona o processo da cirurgia após o diagnóstico: 

Tipos de cirurgias 

A cirurgia oncológica do aparelho digestivo se divide em dois métodos: paliativo ou curativo. O paliativo é utilizado em casos mais graves, em que o câncer já atingiu um estágio muito avançado e o tratamento já não tem mais a intenção de cura. Nesses casos, a cirurgia paliativa busca diminuir a quantidade de células cancerosas do organismo, assim como reduzir os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida. 

No caso do curativo, geralmente o câncer está nos estágios iniciais e a cirurgia é um dos passos para atingir a cura da doença, então o tumor é removido junto com parte dos tecidos orgânicos a fim de evitar uma metástase (quando as células cancerosas se espalham para outras partes do corpo). 

Hoje em dia, a grande maioria desses tumores pode ser tratado por cirurgia laparoscópica. Esse é um método minimamente invasivo e menos agressivo que as técnicas tradicionais, onde é inserido um pequeno aparelho com uma câmera na ponta, permitindo ao cirurgião realizar o procedimento com bastante precisão sem a necessidade de fazer grandes incisões no paciente. 

A laparoscopia é vantagem tanto para o cirurgião quanto para o paciente. A recuperação pós-cirúrgica é mais rápida, o paciente sente menos dores e o risco de perder sangue ou apresentar outras complicações durante a cirurgia é muito baixo. Tudo isso também colabora com os próximos passos do tratamento, já que após a cirurgia é comum a necessidade de fazer quimioterapia por um tempo.  

Quando procurar um médico? 

Como dito anteriormente, o diagnóstico precoce é decisivo para garantir uma boa chance de cura, pois um câncer pouco desenvolvido ainda não fez metástase, o processo que realmente coloca a vida do paciente em risco.  

Os cânceres podem se desenvolver em diversos órgãos e partes diferentes do sistema gastrointestinal, então é importante ficar atento a alguns sinais que podem se manifestar independente do tipo de tumor: falta de apetite, perda de peso, dores abdominais, azia, indigestão, náuseas, vômito (as vezes com presença de sangue), inchaços no abdômen e sangue nas fezes.  

Todos eles são sintomas comuns de cânceres do aparelho digestivo, então ao sentir um ou mais desses sinais de forma persistente, procure um cirurgião gastrointestinal ou um oncologista para investigar a causa e, se necessário, dar início ao tratamento. 

 

Referências 

https://www.rededorsaoluiz.com.br/especialidades/cirurgia/cirurgia-oncologica-aparelho-digestivo 

https://www.cbcd.org.br/cirurgia-oncologica-do-aparelho-digestivo-e-covid-19/ 

https://www.gastromed.com.br/especialidades/cirurgia-oncologica-do-aparelho-digestivo/ 

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Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)




Saiba mais sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

Sentir azia de vez em quando é um dos sintomas mais comuns do sistema digestivo e, na maioria das vezes, é algo simples que acaba passando sozinho. Porém, sentir isso com frequência é um sinal de que algo está errado e pode se tratar de um caso de DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico). Nesse caso, estamos falando de uma enfermidade que causa esse sintoma de forma recorrente e precisa de tratamento.

Ainda que não seja uma doença que coloque a pessoa em grandes riscos, a Doença do Refluxo Gastroesofágico possui sintomas bastante incômodos que podem prejudicar a qualidade de vida do paciente. Neste artigo, vamos entender como esse processo acontece em nosso organismo e quais as opções de tratamento.

Causas e sintomas

Durante uma refeição, o alimento passa por uma série de etapas antes de finalmente chegar ao estômago. Após engolir, a comida passará da garganta para o esôfago antes de chegar ao seu destino principal e finalmente ser digerida. Uma vez que passar pelo esôfago, um anel de fibra musculares “fecha” a passagem e mantém todo o alimento no estômago, dando continuidade ao processo.

Porém, pode ser que esse anel (chamado de esfíncter) não feche adequadamente, dessa forma permitindo que parte do que foi ingerido e até mesmo do suco gástrico retorne para o esôfago. É aí que começamos a sentir sintomas como azia, refluxo, regurgitação, náuseas etc.

A intensidade desses sintomas varia muito. Enquanto algumas pessoas podem ficar apenas arrotando demais, outras podem chegar a vomitar ou até mesmo sentir que algo está preso na garganta. É exatamente isso que define a Doença do Refluxo Gastroesofágico, quando todo esse processo de refluxo é acompanhado de sintomas e outras complicações.

Esse tipo de doença pode acontecer com qualquer pessoa por motivos variados, mas acredita-se que alguns fatores como obesidade, gravidez, diabetes, tabagismo, má alimentação e uso de certos medicamentos possam contribuir com a DRGE.

Tratamento

Primeiramente, é importante frisar que os sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico são muito comuns e por isso podem ser confundidos com outras doenças ou com casos isolados que não precisam de tratamento. É importante que o paciente insista em procurar ajuda médica, mesmo que nas primeiras consultas o diagnóstico não seja exato.

Os tratamentos variam muito de pessoa para pessoa, sempre levando em consideração os sintomas mais comumente apresentados. Para pacientes mais saudáveis, geralmente basta uma série de medidas cotidianas para controlar melhor a doença. Isso inclui perder peso, distribuir as refeições ao longo do dia, parar de fumar e outras coisas que também são benéficas para a saúde como um todo.

Quando o médico responsável achar necessário, ele pode receitar medicamentos como antiácidos, antagonistas e procinéticos. Nesses casos, é importante seguir o tratamento à risca e não interromper o uso dos remédios, a não ser que seja por orientação do próprio médico. Já em casos mais graves e bem específicos, a cirurgia de refluxo pode ser uma solução. Geralmente realizadas por via laparoscópica, o procedimento visa utilizar o estômago para fortificar o esfíncter (dito anteriormente) do esôfago, dessa forma resolvendo a questão do refluxo. Vale lembrar que a cirurgia é cada vez menos utilizada, sendo indicadas para alguns casos específicos.

Caso tenha se identificado com os sintomas, não deixe de procurar um médico especializado!

Referências

http://www.sbmdn.org.br/doenca-do-refluxo-gastroesofagico-drge/#:~:text=A%20doen%C3%A7a%20do%20refluxo%20gastroesof%C3%A1gico,a%2020%25%20da%20popula%C3%A7%C3%A3o%20brasileira.

https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-67202014000300210&script=sci_arttext&tlng=pt

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/dist%C3%BArbios-esof%C3%A1gicos-e-de-degluti%C3%A7%C3%A3o/doen%C3%A7a-do-refluxo-gastroesof%C3%A1gico-drge

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Câncer Colorretal




Conheça o tratamento do Câncer de Intestino

O câncer de intestino ou câncer colorretal é a terceira neoplasia mais incidente no Brasil, onde todos os anos são registrados cerca de 40 mil novos diagnósticos. Ele acomete principalmente adultos com mais de 50 anos de idade, sendo levemente mais incidente em mulheres do que em homens.

A doença não possui um fator de risco muito dominante, mas existem estudos que comprovam que o consumo excessivo de carne vermelha e processada (salsicha, mortadela, presunto, linguiça etc.) pode aumentar os riscos. Além disso, fatores genéticos, doenças inflamatórias no intestino grosso e exposição ocupacional à radiação ionizante também podem colaborar com o desenvolvimento do tumor.

Na última década a incidência do câncer colorretal aumentou consideravelmente. A doença pode ser facilmente diagnosticada através de exames simples inclusos em check-ups rotineiros e isso é algo essencial para garantir um diagnóstico precoce.

Uma vez que for diagnosticado antes de se espalhar para outros órgãos, as chances de cura são bem altas. Confira os diferentes tratamentos disponíveis para a doença:

Cirurgia

A intervenção cirúrgica costuma ser o tratamento padrão para o câncer colorretal, independente do estágio em que esteja. Nela o cirurgião remove a parte afetada do intestino e uma pequena porção do intestino saudável, para garantir que não sobre nenhuma célula cancerígena no órgão.

Quando o câncer já está em um estágio mais avançado, pode ser necessário retirar uma porção maior do intestino, assim como complementar o tratamento com quimioterapia ou radioterapia. Em ambos os casos, a cirurgia é delicada e requer um bom tempo de repouso e recuperação, além de consultas regulares com o médico responsável.

Quimioterapia e radioterapia

Ambos os tratamentos são muito comuns e utilizados em diversos tipos de cânceres. Eles são utilizados para diminuir o tamanho do tumor e evitar sua evolução antes da realização da cirurgia, mas somente em pacientes que já passaram do estágio inicial.  Tanto a quimioterapia quanto a radioterapia possuem diversas variações e cada uma é eficaz contra um ou mais tipos de cânceres em específico.

No caso do câncer colorretal, a quimioterapia pode ser adjuvante (pós-cirúrgica, para eliminar qualquer célula cancerígena remanescente) ou neoadjuvante (pré-cirúrgica, como já citada), enquanto a radioterapia geralmente é utilizada apenas em alguns casos específicos.

Imunoterapia

A imunoterapia é a terceira alternativa de tratamento e a menos popular. Como a maioria dos casos são resolvidos com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, a imunoterapia acaba sendo utilizada em casos isolados.

Neste tratamento, o paciente recebe uma série de anticorpos que são injetados em seu corpo. Esses anticorpos precisam identificar e atacar as células cancerígenas, dessa forma impedindo que o tumor cresça e se espalhe para outros órgãos. A vantagem da imunoterapia é que os medicamentos utilizados não atacam as células saudáveis, então geralmente apresenta menos efeitos colaterais que as demais opções.

Referências

https://www.tuasaude.com/tratamento-para-cancer-de-intestino/#:~:text=O%20tratamento%20para%20o%20c%C3%A2ncer,%2C%20quimioterapia%2C%20radioterapia%20ou%20imunoterapia.

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino

https://saude.abril.com.br/medicina/cancer-colorretal-sociedade-americana-defende-fazer-exames-ja-aos-45-anos/

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Hemorroidectomia




Hemorroidectomia: conheça a cirurgia que trata hemorroidas

Por ser um problema meio constrangedor, falar de hemorroidas ainda é tabu para muitos pacientes, que sentem vergonha ou receio de procurar ajuda médica. Segundo dados do National Institute of Diabetes and Kidney Diseases, dos Estados Unidos, pelo menos 75% de todas as pessoas, independente do sexo ou idade, terão esse problema no mínimo uma vez na vida, sendo que 30% desenvolverão um quadro crônico, que já é mais preocupante.

No início o desconforto pode ser leve, mas quanto mais tempo levar para iniciar o tratamento, pior fica. É por isso que a maioria dos pacientes só chega ao consultório com sintomas mais graves, pois é comum que as pessoas negligenciem os sinais e fiquem esperando eles desaparecerem naturalmente.

O tratamento varia muito de caso para caso, pois depende do grau da inflamação, da resposta do paciente e muitos outros fatores. O mais comum é que inicialmente a abordagem seja com medicamentos e uma dieta adequada, mas é possível que somente isso não resolva o problema. Nesses casos, pode ser indicado algum tipo de tratamento cirúrgico.

Indicações

Existem muitas técnicas cirúrgicas diferentes para tratar hemorroidas, mas a hemorroidectomia é a mais tradicional e utilizada. Os cirurgiões realizam um corte na região anal para remover as partes afetadas, sendo um procedimento delicado que exige entre uma semana e um mês de repouso.

Esse procedimento é mais indicado para pacientes que apresentam hemorroidas de grau 3 e 4, que são as mais avançadas e que não costumam responder bem ao tratamento clínico. Cada grau possui características muito específicas, como:

  • Grau 1: fica no interior do ânus e causa um dilatamento nas veias;
  • Grau 2: sai do ânus durante a defecação, mas volta para o lugar sozinha;
  • Grau 3: sai do ânus durante a defecação, mas precisa ser colocada no lugar manualmente;
  • Grau 4: o tipo mais grave, quando o aumento da veia faz com que ela saia do ânus e eleve os riscos de prolapso retal (quando parte do intestino sai pelo ânus).

Como podemos notar, os graus 3 e 4 são consideravelmente mais preocupantes e quando não tratados rapidamente podem levar a uma série de problemas graves como sangramento persistente, dor crônica e até mesmo necrose. Além da hemorroidectomia tradicional, existem algumas outras técnicas que podem ser indicadas, como o PPH e o TDH.

Recuperação

Durante a cirurgia o paciente estará devidamente anestesiado, então não sentirá dor alguma. Porém, no período pós-operatório é comum sentir dores na região operada, principalmente ao se sentar e durante a evacuação. Para amenizar esses sintomas durante a recuperação, é indicado o uso de analgésicos e uma pomada cicatrizante para acelerar o processo de cicatrização.

O uso de laxantes também ajuda, pois deixa as fezes mais moles e facilita a evacuação, e após as evacuações a higiene deve ser realizada com água morna, pois o papel higiênico pode piorar a situação. O paciente pode precisar de até um mês para retomar as atividades cotidianas e, em geral, não apresentará nenhum tipo de cicatriz na região operada.

Referências

https://www.tuasaude.com/cirurgia-para-hemorroida/https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/18219-hemorroidectomiahttps://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/09/24/75-das-pessoas-vao-ter-hemorroida-veja-causas-mitos-e-como-tratar.htm#:~:text=Sa%C3%BAde-,70%25%20das%20pessoas%20v%C3%A3o%20ter%20hemorroida%3B%20veja,causas%2C%20mitos%20e%20como%20tratar&text=Falar%20sobre%20hemorroidas%20ainda%20%C3%A9,menos%20uma%20vez%20na%20vida.

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Cirurgia Laparoscópica nos dias atuais




Cirurgia Laparoscópica nos dias atuais

Quando falamos de cirurgias, é comum que as pessoas pensem em um procedimento invasivo, mas nem sempre precisa ser assim. Atualmente existem diversas técnicas cirúrgicas menos invasivas que possibilitam o diagnóstico e tratamento de doenças, como é o caso da Laparoscopia.

O que é a Laparoscopia?

A Laparoscopia, também conhecida como Videolaparoscopia (VLSC), é um procedimento cirúrgico recomendado por ser menos invasivo do que os procedimentos clássicos, podendo ser realizada como ferramenta diagnóstica para realizar biópsias, por exemplo, ou terapêutica, com finalidade de tratamento de doenças.

Nesse procedimento, o laparoscópio, instrumento composto por fibras ópticas utilizado para tratar e visualizar a região desejada, é inserido por uma pequena incisão no corpo do paciente anestesiado.

Benefícios da Laparoscopia

Além da menor exposição do paciente, a Laparoscopia também possui outros benefícios importantes, dentre eles:

• Redução da dor pós-operatória;

• Diminuição do trauma cirúrgico;

• Redução na taxa de infecção, uma vez que os tecidos e órgãos não são tão expostos durante o procedimento, como ocorre nas cirurgias tradicionais;

• Melhor visualização dos órgãos e estruturas adjacentes, o que proporciona maior proteção e precisão na hora da cirurgia.

• O tempo de recuperação do procedimento é menor quando comparado aos procedimentos tradicionais, os pacientes podem deixar o hospital no mesmo dia da cirurgia.

Em razão de tais benefícios, o método é frequentemente recomendado nos casos de cirurgias abdominais. Vale lembrar que, como toda cirurgia, a laparoscopia também apresenta riscos, no entanto a incidência é baixa, em especial quando comparados às vantagens da realização do procedimento.

O avanço da Laparoscopia no Brasil

Esse revolucionário método nem sempre foi considerado instrumento de tratamento. Antes dos anos 80, era utilizado apenas para exames diagnósticos. Mas, em 1985, o médico cirurgião alemão Erich Mühe utilizou pela primeira vez a Laparoscopia para retirar a vesícula de um paciente. Tal ocorrido foi um marco na história das cirurgias.

Em 1990, o procedimento já era estudado e aplicado em cirurgias nas articulações e nas áreas ginecológicas, sendo introduzido no Brasil na área digestiva em um primeiro momento. Por volta de 2002, o método menos invasivo já estava difundido entre os profissionais para a realização de diversos tratamentos e diagnósticos.

O enorme avanço das pesquisas persiste até os dias atuais. Um dos exemplos da contínua evolução da Laparoscopia é a técnica chamada de single port (“acesso único”, na tradução livre) em que é efetuada apenas uma incisão no paciente.

Quer saber mais sobre a Cirurgia Laparoscópica?

Lembre-se que todos os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados por profissionais qualificados para garantir mais segurança aos pacientes, e a Laparoscopia não foge à regra! Você ainda tem alguma dúvida sobre o procedimento? Entre em contato comigo, saiba que estou à disposição!

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Conheça as vantagens da Cirurgia Robótica




Conheça as vantagens da Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica é considerada uma evolução da cirurgia laparoscópica minimamente invasiva. Através de pequenas incisões, o cirurgião consegue realizar os acessos laparoscópicos e introduzir uma pequena câmera e demais instrumentos de trabalho necessários na região operada.

A partir do momento em que as pinças estão em posição, o cirurgião as controla por meio de um console de computador e os movimentos são realizados pelo robô, conforme desejado. Com a cirurgia robótica, o médico conta com movimentos mais precisos e mais nitidez na visualização da área em que deseja alterar.

Um pouco de história

A cirurgia robótica começou a ser realizada quando foi criado um robô chamado Da Vinci®, em meados de 1999. O equipamento foi se desenvolvendo ao longo dos anos e atualmente possui três componentes: o console, o robô e o rack de imagem. O robô é conectado ao paciente e a imagem é processada no rack em uma visualização em três dimensões (3D).

O lançamento do robô Da Vinci® foi aprovado em 2000 pelo Food and Drug Administration (FDA) para utilização em pacientes, objetivando em um primeiro momento a realização de procedimentos cirúrgicos à distância, visando inicialmente sua aplicação em períodos de guerra. A técnica chegou ao Brasil em 2008, sendo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) o primeiro hospital federal a adquiri-lo.

Quais os benefícios da Cirurgia Robótica?

Em relação às cirurgias convencionais, a Cirurgia Robótica apresenta diversos benefícios para garantir mais saúde e segurança ao paciente, como por exemplo:

• É minimamente invasiva, pois os cortes são menores;

• Recuperação mais rápida;

• Menos tempo de internação do paciente;

• Redução dos riscos de sangramentos e infecções;

• Diminuição das dores pós-operatórias;

• Atenuação da necessidade de analgésicos potentes.

Além disso, ela também possui inúmeros benefícios quando comparada à laparoscopia, dentre eles podemos citar:

• Visão tridimensional (3D) em alta resolução e ampliada em até 15 vezes;

• Movimentação de 360º do punho robótico, reproduzindo com maior precisão os movimentos do cirurgião;

• Melhor ergonomia para a equipe médica, possibilitando mais segurança e conforto em procedimentos extensos;

• Diminuição dos riscos de traumas desnecessários em razão da precisão milimétrica de cada movimento;

• Maior acessibilidade em áreas de difícil acesso, como pelve e diafragma.

A Cirurgia Robótica é realmente segura?

Antes de tudo, é importante esclarecer que o robô não faz nada sozinho. Os movimentos realizados por essa tecnologia são coordenados pelo cirurgião através do console.

Para promover ainda mais segurança, o mecanismo para automaticamente quando o médico retira o rosto da tela de controle ou diante de ações imprevistas, acionando um comando de segurança que trava a máquina momentaneamente. Desta forma, as chances de que sejam causados quaisquer danos aos pacientes diminuem consideravelmente.

Os procedimentos robóticos já são uma realidade no Brasil e têm se mostrado cada vez mais promissores entre as cirurgias minimamente invasivas, por seus inúmeros benefícios. Quer saber mais sobre esta técnica que promove mais segurança e bem-estar ao paciente? Entre em contato!

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